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Capítulo 3: Capítulo 3

Página 17

No tempo de Jesus, os homens interiormente fortes tinham perdido, por todo o lado, a vontade de mandar na terra. Desejavam desviar de leis e poder terrestres a sua força e aplicá-la a outra forma de vida. Por isto mesmo os fracos começaram a levantar a cabeça e a sentir uma presunção desmesurada, começaram a exprimir o seu progressivo ódio perante os «obviamente» fortes, os homens que detinham o poder terreno.

E assim foi que a religião, em especial a religião cristã, se fez dúplice. A religião dos fortes pregava a renúncia e o amor; a religião dos fracos pregava: abaixo os fortes e os poderosos, e que os pobres sejam glorificados. Como no mundo há sempre mais gente fraca do que forte, o segundo tipo de cristianismo é que triunfou e triunfará. Se os fracos não forem dominados, serão eles a dominar; e acabou-se. A regra dos fracos é: abaixo os fortes!

A grande autoridade bíblica deste grito é o Apocalipse. Os fracos e os pseudo-humildes hão-de varrer todo o poder, toda a glória e as riquezas terrenas da face do mundo; e então eles, os verdadeiros fracos, reinarão. Haverá um milénio de santos pseudo-humildes horrível de contemplar, mas é exactamente neste ponto que a religião hoje está: derrube-se toda a vida intensa e livre, e que os fracos triunfem, e que os pseudo-humildes reinem. É a religião da autoglorificação dos fracos, o reino dos pseudo-humildes. Na religião e na política, é este o espírito da sociedade actual.

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Capa do livro Apocalipse
Páginas: 180
Página atual: 17

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 4
Capítulo 3 14
Capítulo 4 18
Capítulo 5 27
Capítulo 6 33
Capítulo 7 46
Capítulo 8 69
Capítulo 9 75
Capítulo 10 77
Capítulo 11 89
Capítulo 12 99
Capítulo 13 102
Capítulo 14 107
Capítulo 15 112
Capítulo 16 122
Capítulo 17 128
Capítulo 18 143
Capítulo 19 149
Capítulo 20 155
Capítulo 21 160
Capítulo 22 161
Capítulo 23 162
Capítulo 24 170
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