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Capítulo 5: O banquete de noivado

Página 28
Capítulo V - O banquete de noivado

No dia seguinte o tempo estava bom. O Sol levantou-se puro e brilhante e os seus primeiros raios, de um vermelho-púrpura, recamaram de rubis as extremidades espumantes das vagas.

O banquete fora preparado no primeiro andar daquela mesma Réserve cuja latada já conhecemos. Era uma grande sala iluminada por cinco ou seis janelas, por cima de cada uma das quais (explique

o fenómeno quem puder!) se encontrava escrito o nome de uma das grandes cidades de França.

Uma balaustrada de madeira, como o resto da construção, seguia ao longo das janelas.

Embora o banquete estivesse marcado para o meio-dia, desde as onze horas da manhã que a balaustrada regurgitava de passeantes impacientes. Eram marinheiros privilegiados do pharaon e alguns soldados amigos de Dantès. Para honrar os noivos, todos tinham envergado os seus mais belos fatos.

Entre os futuros convivas circulava o rumor de que os armadores do Pharoan honrariam com a sua presença o banquete de noivado do seu imediato; mas tratava-se da sua parte de tão grande honra concedida a Dantès que ninguém ousava ainda acreditar nisso.

No entanto, quando chegou com Caderousse, Danglars confirmou a notícia. Estivera de manhã com o próprio Sr. Morrel e o Sr. Morrel dissera-lhe que viria almoçar à Réserve.

Com efeito, pouco depois deles o Sr. Morrel entrou por sua vez na sala e foi saudado pelos marinheiros do Pharaon com um «hurra!» unânime de aplauso. A presença do armador era para eles a confirmação do rumor que corria já de que Dantès seria nomeado comandante. E como Dantès era muito estimado a bordo, aquela boa gente agradecia assim ao armador de que uma vez por acaso a sua escolha estivesse de acordo com os desejos deles. Assim que o Sr. Morrel entrou, Danglars e Caderousse foram unanimemente encarregados de prevenir o noivo. Era essa a sua missão: preveni-lo da chegada da importante personagem cujo aparecimento produziria tão viva sensação e dizer-lhe que se despachasse.

Danglars e Caderousse saíram a correr, mas ainda mal tinham dado cem passos quando, por alturas do armazém da pólvora, depararam com um grupinho que se aproximava.

O grupinho era constituído por quatro jovens amigas de Mercédès e catalãs como ela, e acompanhava a noiva, a quem Edmond dava o braço, junto da noiva vinha o Tio Dantès e atrás Fernand com o seu sorriso maligno.

Mas nem Mercédès; nem Edmond reparavam no sorriso maligno de Fernand. As pobres crianças estavam tão felizes que só se viam um ao outro e o céu belo e puro que os abençoava.

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Capa do livro O Conde de Monte Cristo
Páginas: 1080
Página atual: 28

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Marselha - A Chegada 1
O pai e o filho 8
Os Catalães 14
A Conspiração 23
O banquete de noivado 28
O substituto do Procurador Régio 38
O interrogatório 47
O Castelo de If 57
A festa de noivado 66
Os Cem Dias 89
O número 34 e o número 27 106
Um sábio italiano 120
A cela do abade 128
O Tesouro 143
O terceiro ataque 153
O cemitério do Castelo de If 162
A Ilha de Tiboulen 167
Os contrabandistas 178
A ilha de Monte-Cristo 185
Deslumbramento 192
O desconhecido 200
A Estalagem da Ponte do Gard 206
O relato 217
Os registos das prisões 228
Acasa Morrel 233
O 5 de Stembro 244
Itália - Simbad, o marinheiro 257
Despertar 278
Bandidos Romanos 283
Aparição 309
A Mazzolata 327
O Carnaval de Roma 340
As Catacumbas de São Sebastião 356
O encontro 369
Os convivas 375
O almoço 392
A apresentação 403
O Sr. Bertuccio 415
A Casa de Auteuil 419
A vendetta 425
A chuva de sangue 444
O crédito ilimitado 454
A parelha pigarça 464
Ideologia 474
Haydée 484
A família Morrel 488
Píramo e Tisbe 496
Toxicologia 505
Roberto, o diabo 519
A alta e a baixa 531
O major Cavalcanti 540
Andrea Cavalcanti 548
O campo de Luzerna 557
O Sr. Noirtier de Villefort 566
O testamento 573
O telégrafo 580
Meios de livrar um jardineiro dos ratos-dos-pomares que lhe comem os pêssegos 588
Os fantasmas 596
O jantar 604
O mendigo 613
Cena conjugal 620
Projetos de casamento 629
No gabinete do Procurador Régio 637
Um baile de Verão 647
As informações 653
O baile 661
O pão e o sal 668
A Sra. de Saint-Méran 672
A promessa 682
O jazigo da família Villefort 705
A ata da sessão 713
Os progressos de Cavalcanti filho 723
Haydée 732
Escrevem-nos de Janina 748
A limonada 762
A acusação 771
O quarto do padeiro reformado 776
O assalto 790
A mão de Deus 801
Beauchamp 806
A viagem 812
O julgamento 822
A provocação 834
O insulto 840
A Noite 848
O duelo 855
A mãe e o filho 865
O suicídio 871
Valentine 879
A confissão 885
O pai e a filha 895
O contrato 903
A estrada da Bélgica 912
A estalagem do sino e da garrafa 917
A lei 928
A aparição 937
Locusta 943
Valentine 948
Maximilien 953
A assinatura de Danglars 961
O Cemitério do Père-lachaise 970
A partilha 981
O covil dos leões 994
O juiz 1001
No tribunal 1009
O libelo acusatório 1014
Expiação 1021
A partida 1028
O passado 1039
Peppino 1049
A ementa de Luigi Vampa 1058
O Perdão 1064
O 5 de Outubro 1069
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Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
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