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Capítulo 92: O suicídio

Página 871
Capítulo XCII - O suicídio

Entretanto, Monte-Cristo também regressara à cidade com Emmanuel e Maximilien.

O regresso foi alegre. Emmanuel não escondia a satisfação que lhe causava ver suceder a paz à guerra e confessava em voz alta as suas preferências filantrópicas. Morrel, a um canto da carruagem, deixava a alegria do cunhado evaporar-se em palavras e guardava para si uma alegria não menos sincera, mas que brilhava apenas no seu olhar.

Na Barreira do Trono encontraram Bertuccio, que esperava, imóvel como uma sentinela no seu posto.

Monte-Cristo deitou a cabeça fora da portinhola, trocou com ele algumas palavras em voz baixa e o intendente desapareceu.

- Sr. Conde - pediu Emmanuel quando chegaram às imediações da Praça Royale -, peço-lhe que me deixe ficar à minha porta, para que a minha mulher não tenha um só momento de inquietação nem pelo senhor nem por mim.

- Se não fosse ridículo ir exibir o seu triunfo, convidaria o Sr. Conde a entrar em nossa casa - disse Morrel. - Mas o Sr. Conde também tem, em dúvida, corações trémulos a tranquilizar. Chegámos, Emmanuel; cumprimentemos o nosso amigo e deixemo-lo continuar o seu caminho.

- Um momento, não me prive assim de uma assentada dos meus dois companheiros - pediu Monte-Cristo. - Entre o senhor, Emmanuel, vá ter com a sua encantadora esposa à qual o encarrego de apresentar os meus cumprimentos, e acompanhe-me o senhor aos Campos Elísios, Morrel.

- Perfeitamente - respondeu Maximilien -, tanto mais que tenho que fazer no seu bairro, conde.

- Esperamos-te para o pequeno-almoço? - perguntou Emmanuel.

- Não - respondeu o rapaz.

A portinhola fechou-se e a carruagem continuou o seu caminho.

- Como vê, dei-lhe sorte - observou Morrel quando ficou sozinho com o conde. - Ainda não tinha pensado nisso?

- Certamente - respondeu Monte-Cristo - e por isso gostaria de o ter sempre junto de mim.

- É miraculoso! - continuou Morrel, respondendo ao seu próprio pensamento.

- O quê? - perguntou Monte-Cristo.

- O que acaba de acontecer.

- Sim - concordou o conde com um sorriso. - Disse a palavra exacta, Morrel: é miraculoso!

- Porque, enfim - prosseguiu Morrel -, Albert é corajoso.

- Muito corajoso - acrescentou Monte-Cristo. - Vi-o dormir com o punhal suspenso sobre a sua cabeça.

- E eu sei que se bateu duas vezes, e muito bem batido - declarou Morrel. - Concilie isso com o seu comportamento desta manhã.

- Mais uma vez a sua influência - insinuou Monte-Cristo sorrindo.

- Ainda bem que Albert não é soldado - disse Morrel.

- Porquê?

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Capa do livro O Conde de Monte Cristo
Páginas: 1080
Página atual: 871

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Marselha - A Chegada 1
O pai e o filho 8
Os Catalães 14
A Conspiração 23
O banquete de noivado 28
O substituto do Procurador Régio 38
O interrogatório 47
O Castelo de If 57
A festa de noivado 66
Os Cem Dias 89
O número 34 e o número 27 106
Um sábio italiano 120
A cela do abade 128
O Tesouro 143
O terceiro ataque 153
O cemitério do Castelo de If 162
A Ilha de Tiboulen 167
Os contrabandistas 178
A ilha de Monte-Cristo 185
Deslumbramento 192
O desconhecido 200
A Estalagem da Ponte do Gard 206
O relato 217
Os registos das prisões 228
Acasa Morrel 233
O 5 de Stembro 244
Itália - Simbad, o marinheiro 257
Despertar 278
Bandidos Romanos 283
Aparição 309
A Mazzolata 327
O Carnaval de Roma 340
As Catacumbas de São Sebastião 356
O encontro 369
Os convivas 375
O almoço 392
A apresentação 403
O Sr. Bertuccio 415
A Casa de Auteuil 419
A vendetta 425
A chuva de sangue 444
O crédito ilimitado 454
A parelha pigarça 464
Ideologia 474
Haydée 484
A família Morrel 488
Píramo e Tisbe 496
Toxicologia 505
Roberto, o diabo 519
A alta e a baixa 531
O major Cavalcanti 540
Andrea Cavalcanti 548
O campo de Luzerna 557
O Sr. Noirtier de Villefort 566
O testamento 573
O telégrafo 580
Meios de livrar um jardineiro dos ratos-dos-pomares que lhe comem os pêssegos 588
Os fantasmas 596
O jantar 604
O mendigo 613
Cena conjugal 620
Projetos de casamento 629
No gabinete do Procurador Régio 637
Um baile de Verão 647
As informações 653
O baile 661
O pão e o sal 668
A Sra. de Saint-Méran 672
A promessa 682
O jazigo da família Villefort 705
A ata da sessão 713
Os progressos de Cavalcanti filho 723
Haydée 732
Escrevem-nos de Janina 748
A limonada 762
A acusação 771
O quarto do padeiro reformado 776
O assalto 790
A mão de Deus 801
Beauchamp 806
A viagem 812
O julgamento 822
A provocação 834
O insulto 840
A Noite 848
O duelo 855
A mãe e o filho 865
O suicídio 871
Valentine 879
A confissão 885
O pai e a filha 895
O contrato 903
A estrada da Bélgica 912
A estalagem do sino e da garrafa 917
A lei 928
A aparição 937
Locusta 943
Valentine 948
Maximilien 953
A assinatura de Danglars 961
O Cemitério do Père-lachaise 970
A partilha 981
O covil dos leões 994
O juiz 1001
No tribunal 1009
O libelo acusatório 1014
Expiação 1021
A partida 1028
O passado 1039
Peppino 1049
A ementa de Luigi Vampa 1058
O Perdão 1064
O 5 de Outubro 1069
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