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Capítulo 9: A festa de noivado

Página 67

- Agora que tenho esta carta - disse Villefort, guardando-a cuidadosamente na carteira - preciso doutra.

- Para quem?

- Para o rei

- Para o rei?

- Sim.

- Mas não me atrevo a escrever assim a Sua Majestade.

- Por isso, não é ao senhor que a peço, mas encarrego-o de a pedir ao Sr. de Salvieux. É necessário que me dê uma carta com o auxílio da qual possa penetrar até junto de Sua Majestade sem ser submetido a todas as formalidades de pedido de audiência que me podem fazer perder um tempo precioso.

- Mas não tem o ministro da Justiça, que entra quando quer nas Tulherias e por intermédio do qual poderá, de dia e de noite, chegar junto do rei?

- Tenho, sem dúvida, mas para quê partilhar com outro o mérito da notícia de que sou portador? Compreende o que quero dizer? O ministro relegar-me-ia muito naturalmente para segundo plano e privar-me-ia de todo o proveito no caso. Só lhe digo uma coisa, marquês: a minha carreira estará assegurada se conseguir ser o primeiro a chegar às Tulherias, porque prestarei ao rei um serviço que lhe não será permitido esquecer.

- Nesse caso, meu caro, vá fazer as malas. Entretanto, chamarei Salvieux e pedir-lhe-ei que escreva a carta que deverá servir-lhe de salvo-conduto.

- Bom, não perca tempo, pois dentro de um quarto de hora tenho de tomar a sege de posta.

- Mande parar a carruagem diante da porta.

- Sem dúvida nenhuma... Desculpar-me-á junto da marquesa, não é verdade? E também junto de Mademoiselle de Saint-Méran, que deixo num dia como este com bem profundo pesar.

- Encontrará ambas no meu gabinete e poderá despedir-se delas.

- Mil vezes obrigado. Trate da minha carta.

O marquês tocou. Apareceu um lacaio.

- Diga ao conde Salvieux que o espero... Vá agora - continuou o marquês dirigindo-se a Villefort

- Bom, é só o tempo de ir e vir.

E Villefort saiu a correr. Mas à porta pensou que um substituto do procurador régio que fosse visto a caminhar em passos precipitados se arriscaria a perturbar o repouso de toda acidade. Retomou portanto o seu passo normal já de si solene. À sua porta distinguiu na sombra como que um branco fantasma que o esperasse de pé e imóvel.

Era a bela rapariga catalã que, não tendo notícias de Edmond, esgueirara-se ao cair da noite do Pharo para vir saber pessoalmente o motivo da prisão do seu amado.

Ao aproximar-se Villefort, afastou-se da parede a que se encostava e veio cortar-lhe o caminho. Dantès falara da noiva ao substituto e Mercédès não teve necessidade de se apresentar para que Villefort a reconhecesse. Ficou surpreendido com a dignidade daquela mulher e quando ela lhe perguntou que era feito do seu amado pareceu-lhe ser ele o acusado e ela o juiz.

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Capa do livro O Conde de Monte Cristo
Páginas: 1080
Página atual: 67

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Marselha - A Chegada 1
O pai e o filho 8
Os Catalães 14
A Conspiração 23
O banquete de noivado 28
O substituto do Procurador Régio 38
O interrogatório 47
O Castelo de If 57
A festa de noivado 66
Os Cem Dias 89
O número 34 e o número 27 106
Um sábio italiano 120
A cela do abade 128
O Tesouro 143
O terceiro ataque 153
O cemitério do Castelo de If 162
A Ilha de Tiboulen 167
Os contrabandistas 178
A ilha de Monte-Cristo 185
Deslumbramento 192
O desconhecido 200
A Estalagem da Ponte do Gard 206
O relato 217
Os registos das prisões 228
Acasa Morrel 233
O 5 de Stembro 244
Itália - Simbad, o marinheiro 257
Despertar 278
Bandidos Romanos 283
Aparição 309
A Mazzolata 327
O Carnaval de Roma 340
As Catacumbas de São Sebastião 356
O encontro 369
Os convivas 375
O almoço 392
A apresentação 403
O Sr. Bertuccio 415
A Casa de Auteuil 419
A vendetta 425
A chuva de sangue 444
O crédito ilimitado 454
A parelha pigarça 464
Ideologia 474
Haydée 484
A família Morrel 488
Píramo e Tisbe 496
Toxicologia 505
Roberto, o diabo 519
A alta e a baixa 531
O major Cavalcanti 540
Andrea Cavalcanti 548
O campo de Luzerna 557
O Sr. Noirtier de Villefort 566
O testamento 573
O telégrafo 580
Meios de livrar um jardineiro dos ratos-dos-pomares que lhe comem os pêssegos 588
Os fantasmas 596
O jantar 604
O mendigo 613
Cena conjugal 620
Projetos de casamento 629
No gabinete do Procurador Régio 637
Um baile de Verão 647
As informações 653
O baile 661
O pão e o sal 668
A Sra. de Saint-Méran 672
A promessa 682
O jazigo da família Villefort 705
A ata da sessão 713
Os progressos de Cavalcanti filho 723
Haydée 732
Escrevem-nos de Janina 748
A limonada 762
A acusação 771
O quarto do padeiro reformado 776
O assalto 790
A mão de Deus 801
Beauchamp 806
A viagem 812
O julgamento 822
A provocação 834
O insulto 840
A Noite 848
O duelo 855
A mãe e o filho 865
O suicídio 871
Valentine 879
A confissão 885
O pai e a filha 895
O contrato 903
A estrada da Bélgica 912
A estalagem do sino e da garrafa 917
A lei 928
A aparição 937
Locusta 943
Valentine 948
Maximilien 953
A assinatura de Danglars 961
O Cemitério do Père-lachaise 970
A partilha 981
O covil dos leões 994
O juiz 1001
No tribunal 1009
O libelo acusatório 1014
Expiação 1021
A partida 1028
O passado 1039
Peppino 1049
A ementa de Luigi Vampa 1058
O Perdão 1064
O 5 de Outubro 1069
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Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
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