Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 101: Locusta

Página 947

O conde pousou suavemente a mão no braço da jovem, puxou-lhe até ao pescoço a colcha de veludo e disse com um sorriso paternal:

- Minha filha, confie na minha dedicação como confia na bondade de Deus e no amor de Maximilien.

Valentine pousou nele um olhar cheio de reconhecimento e permaneceu dócil como uma criança debaixo da colcha que a cobria.

Então o conde tirou da algibeira do colete a caixinha de esmeralda onde guardava as suas drágeas, abriu a tampa de ouro e deitou a mão direita de Valentine uma pastilhazinha redonda, do tamanho de uma ervilha.

Valentine pegou-lhe com a outra mão e olhou o conde atentamente. Havia nas feições daquele intrépido protector um reflexo da majestade e do poder divinos. Era evidente que Valentine o interrogava com a vista.

- Sim - respondeu ele.

Valentine levou a pastilha à boca e engoliu-a.

- E agora, até breve, minha filha - disse o conde. - Vou tentar dormir, porque está salva.

- Vá - disse Valentine. - Seja o que for que me aconteça, prometo-lhe não ter medo.

Monte-Cristo conservou durante muito tempo os olhos fitos na jovem, que adormeceu pouco a pouco, vencida pela força do narcótico que o conde acabava de lhe dar.

Então, este pegou no copo, despejou três quartas partes do seu conteúdo na chaminé, para que se pudesse crer que Valentine bebera o que faltava, e voltou a pô-lo em cima da mesa-de-cabeceira. Em seguida dirigiu-se para a porta da estante e desapareceu, depois de lançar um derradeiro olhar a Valentine, que adormecia com a confiança e a candura de um anjo deitado aos pés do Senhor.

<< Página Anterior

pág. 947 (Capítulo 101)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O Conde de Monte Cristo
Páginas: 1080
Página atual: 947

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Marselha - A Chegada 1
O pai e o filho 8
Os Catalães 14
A Conspiração 23
O banquete de noivado 28
O substituto do Procurador Régio 38
O interrogatório 47
O Castelo de If 57
A festa de noivado 66
Os Cem Dias 89
O número 34 e o número 27 106
Um sábio italiano 120
A cela do abade 128
O Tesouro 143
O terceiro ataque 153
O cemitério do Castelo de If 162
A Ilha de Tiboulen 167
Os contrabandistas 178
A ilha de Monte-Cristo 185
Deslumbramento 192
O desconhecido 200
A Estalagem da Ponte do Gard 206
O relato 217
Os registos das prisões 228
Acasa Morrel 233
O 5 de Stembro 244
Itália - Simbad, o marinheiro 257
Despertar 278
Bandidos Romanos 283
Aparição 309
A Mazzolata 327
O Carnaval de Roma 340
As Catacumbas de São Sebastião 356
O encontro 369
Os convivas 375
O almoço 392
A apresentação 403
O Sr. Bertuccio 415
A Casa de Auteuil 419
A vendetta 425
A chuva de sangue 444
O crédito ilimitado 454
A parelha pigarça 464
Ideologia 474
Haydée 484
A família Morrel 488
Píramo e Tisbe 496
Toxicologia 505
Roberto, o diabo 519
A alta e a baixa 531
O major Cavalcanti 540
Andrea Cavalcanti 548
O campo de Luzerna 557
O Sr. Noirtier de Villefort 566
O testamento 573
O telégrafo 580
Meios de livrar um jardineiro dos ratos-dos-pomares que lhe comem os pêssegos 588
Os fantasmas 596
O jantar 604
O mendigo 613
Cena conjugal 620
Projetos de casamento 629
No gabinete do Procurador Régio 637
Um baile de Verão 647
As informações 653
O baile 661
O pão e o sal 668
A Sra. de Saint-Méran 672
A promessa 682
O jazigo da família Villefort 705
A ata da sessão 713
Os progressos de Cavalcanti filho 723
Haydée 732
Escrevem-nos de Janina 748
A limonada 762
A acusação 771
O quarto do padeiro reformado 776
O assalto 790
A mão de Deus 801
Beauchamp 806
A viagem 812
O julgamento 822
A provocação 834
O insulto 840
A Noite 848
O duelo 855
A mãe e o filho 865
O suicídio 871
Valentine 879
A confissão 885
O pai e a filha 895
O contrato 903
A estrada da Bélgica 912
A estalagem do sino e da garrafa 917
A lei 928
A aparição 937
Locusta 943
Valentine 948
Maximilien 953
A assinatura de Danglars 961
O Cemitério do Père-lachaise 970
A partilha 981
O covil dos leões 994
O juiz 1001
No tribunal 1009
O libelo acusatório 1014
Expiação 1021
A partida 1028
O passado 1039
Peppino 1049
A ementa de Luigi Vampa 1058
O Perdão 1064
O 5 de Outubro 1069
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site