Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 6: CAPÍTULO V

Página 25
CAPÍTULO V

Hoje, mais sossegado e sereno, posso contar-lhe com precisão e realidade, reconstruindo-o do modo mais nítido, nos diálogos e nos olhares, o que se seguiu à entrada imprevista daquela pessoa no quarto onde estava o morto.

O homem tinha ficado estendido no chão, sem sentidos: molhámos-lhe a testa, demos-lhe a respirar vinagre de toilete. Voltou a si, e, ainda trêmulo e pálido, o seu primeiro movimento instintivo foi correr para a janela!

O mascarado, porém, tinha-o envolvido fortemente com os braços, e arremessou-o com violência para cima de uma cadeira, ao fundo do quarto. Tirou do seio um punhal, e disse-lhe com voz fria e firme:

- Se faz um gesto, se dá um grito, se tem um movimento, varo- lhe o coração!

- Vá, vá, disse eu, breve! responda… Que quer? Que veio fazer aqui?

Ele não respondia, e com a cabeça tomada entre as mãos, repetia maquinalmente:

- Está perdido tudo! Está tudo perdido!

- Fale, disse-lhe o mascarado, tomando-lhe rudemente o braço, que veio fazer aqui? Que é isto? como soube?…

A sua agitação era extrema: luziam-lhe os olhos entre o cetim negro da mascara.

- Que veio fazer aqui? repetiu agarrando-o pelos ombros e sacudindo-o como um vime.

- Escute… disse o homem convulsivamente. Vinha saber… disseram-me… Não sei. Parece que já cá estava a polícia… queria… saber a verdade, indagar quem o tinha assassinado… vinha tomar informações…

- Sabe tudo! disse o mascarado, aterrado, deixando pender os braços.

Eu estava surpreendido; aquele homem conhecia o crime, sabia que havia ali um cadáver! Só ele o sabia, porque deviam ser decerto absolutamente ignorados aqueles sucessos lúgubres. Por consequência quem sabia onde estava o cadáver, quem tinha uma chave da casa, quem vinha alta noite ao lugar do assassinato, quem tinha desmaiado vendo-se surpreendido, estava positivamente envolvido no crime…

- Quem lhe deu a chave? perguntou o mascarado.

<< Página Anterior

pág. 25 (Capítulo 6)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O Mistério da Estrada de Sintra
Páginas: 245
Página atual: 25

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CARTA AO EDITOR, 1
PRIMEIRA PARTE - EXPOSIÇÃO DO DOUTOR
CAPÍTULO I
5
CAPÍTULO II 10
CAPÍTULO III 14
CAPÍTULO IV 18
CAPÍTULO V 25
CAPÍTULO VI 30
CAPÍTULO VII 37
SEGUNDA PARTE - INTERVENÇÃO DE Z.
CAPÍTULO I
44
TERCEIRA PARTE - DE F… AO MÉDICO
CAPÍTULO I
50
CAPÍTULO II 56
CAPÍTULO III 60
QUARTA PARTE - NARRATIVA DO MASCARADO ALTO
CAPÍTULO I
79
CAPÍTULO II 85
CAPÍTULO III 91
CAPÍTULO IV 94
CAPÍTULO V 102
CAPÍTULO VI 108
CAPÍTULO VII 113
CAPÍTULO VIII 118
CAPÍTULO IX 123
CAPÍTULO X 125
CAPÍTULO XI 130
CAPÍTULO XII 134
CAPÍTULO XIII 138
CAPÍTULO XIV 143
CAPÍTULO XV 149
QUINTA PARTE - AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
154
CAPÍTULO II 163
CAPÍTULO III 165
CAPÍTULO IV 170
CAPÍTULO V 182
CAPÍTULO VI 187
SEXTA PARTE - A CONFISSÃO DELA
CAPÍTULO I
190
CAPÍTULO II 195
CAPÍTULO III 197
CAPÍTULO IV 204
CAPÍTULO V 208
CAPÍTULO VI 213
CAPÍTULO VII 217
CAPÍTULO VIII 221
CAPÍTULO IX 226
CAPÍTULO X 231
SÉTIMA PARTE - CONCLUEM AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
236
CAPÍTULO II 240
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site