Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 23: CAPÍTULO XI

Página 130
CAPÍTULO XI

Corri ao jardim. Os meus passos instintivamente, apressaram-me para o lado da pequena porta verde aberta no muro.

Estava aberta. Ao lado, junto de uma moita de baunilhas, estendido no chão, levemente apoiado no cotovelo, vi Ritmel.

- Então? gritei-lhe, abaixando-me ansiosamente para ele.

- Só ferido…

- Como? onde?

Não respondeu, os olhos cerraram-se e desfaleceu sobre a relva.

Corri ao tanque, trouxe um lenço ensopado em água, molhei-lhe as faces e as mãos: a ferida era na parte superior do peito, do lado direito, por baixo da clavícula. Vi que não era mortal.

Eu estava numa extrema hesitação. Para onde levar aquele homem?

O mais racional era conduzi-lo a um quarto do hotel; mas isso era dar ao fato uma publicidade ruidosa, faze-lo cair sob o domínio da polícia, arrastar até à ação dos tribunais ingleses o nome da condessa. Porque eu tinha compreendido tudo. Sabia agora, bem, quem na véspera entrara rapidamente pela porta verde com uma chave falsa. Sabia bem a quem pertencia o punhal índio achado nas moitas de buxo. Compreendia a comoção de Carmen, quando eu a surpreendera ali, no jardim, embuçada num burnous, esperando. E compreendia desgraçadamente a que quarto se dirigiam os passos de Ritmel dentro do jardim de Clarence-Hotel.

Era, pois, necessário encobrir aquela aventura. E Ritmel, apesar dos obscurecimentos do desmaio e da dor, tinha-o pensado também, porque me disse com uma voz expirante:

- Escondam-me em qualquer parte!

Saí logo à rua. Passava um daqueles carros ligeiros, de um só cavalo, que percorrem, com extrema velocidade, e com imensa doçura, as ruas inclinadas de La Valete. O vaturino era italiano. Falei-lhe vagamente num duelo, dei-lhe um punhado de xelins, ameacei-o com os policemen, e pu-lo absolutamente ao serviço do meu segredo.

<< Página Anterior

pág. 130 (Capítulo 23)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O Mistério da Estrada de Sintra
Páginas: 245
Página atual: 130

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CARTA AO EDITOR, 1
PRIMEIRA PARTE - EXPOSIÇÃO DO DOUTOR
CAPÍTULO I
5
CAPÍTULO II 10
CAPÍTULO III 14
CAPÍTULO IV 18
CAPÍTULO V 25
CAPÍTULO VI 30
CAPÍTULO VII 37
SEGUNDA PARTE - INTERVENÇÃO DE Z.
CAPÍTULO I
44
TERCEIRA PARTE - DE F… AO MÉDICO
CAPÍTULO I
50
CAPÍTULO II 56
CAPÍTULO III 60
QUARTA PARTE - NARRATIVA DO MASCARADO ALTO
CAPÍTULO I
79
CAPÍTULO II 85
CAPÍTULO III 91
CAPÍTULO IV 94
CAPÍTULO V 102
CAPÍTULO VI 108
CAPÍTULO VII 113
CAPÍTULO VIII 118
CAPÍTULO IX 123
CAPÍTULO X 125
CAPÍTULO XI 130
CAPÍTULO XII 134
CAPÍTULO XIII 138
CAPÍTULO XIV 143
CAPÍTULO XV 149
QUINTA PARTE - AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
154
CAPÍTULO II 163
CAPÍTULO III 165
CAPÍTULO IV 170
CAPÍTULO V 182
CAPÍTULO VI 187
SEXTA PARTE - A CONFISSÃO DELA
CAPÍTULO I
190
CAPÍTULO II 195
CAPÍTULO III 197
CAPÍTULO IV 204
CAPÍTULO V 208
CAPÍTULO VI 213
CAPÍTULO VII 217
CAPÍTULO VIII 221
CAPÍTULO IX 226
CAPÍTULO X 231
SÉTIMA PARTE - CONCLUEM AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
236
CAPÍTULO II 240
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site