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Capítulo 12: XII - UM DUPLO E MESMO AMOR

Página 128
XII - UM DUPLO E MESMO AMOR

O pobre senhor de Hauteserre voltou de Paris e muito surpreendido ficou que não fosse ele a dar a boa nova. Durieu preparava o mais suculento dos jantares. A criadagem aprontava-se, todos se aperaltavam, e com impaciência aguar, davam os proscritos, que, pelas quatro horas, apareceram, ao mesmo tempo alegres e humilhados, pois ficavam dois anos sob a vigilância da alta polícia, e eram obrigados a apresentar-se todos os meses na prefeitura, e a permanecer, durante esses dois anos, na comuna de Cinq-Cygne.

- Eu lhes enviarei o registo para assinar - dissera-lhes o prefeito. - Depois, dentro de alguns meses, poderão requerer a anulação destas condições, impostas, aliás, a todos os, cúmplices de Pichegru. Apoiarei o vosso pedido.

Estas restrições, merecidas, de resto, entristeceram um pouco os jovens. Laurence pôs-se a rir.

- O imperador dos Franceses - disse ela - é tão mal educado que nem a perdoar aprendeu ainda.

Os gentis-homens encontraram ao por tão todos os habitantes do castelo e, no caminho, grande parte da gente da aldeia, que vinha ver os rapazes, famosos no departamento depois da sua aventura. A Senhora de Hauteserre, com o rosto coberto de lágrimas, estreitou os filhos muito tempo nos braços; não pôde proferir palavra, e grande parte do dia esteve impressionada, mas, feliz. Quando os gémeos de Simeuse apareceram e desmontaram dos seus cavalos houve um grito geral de surpresa, tão parecidos eram; o mesmo olhar, a mesma voz, as mesmas maneiras. Tanto um como o outro fizeram exactamente os mesmos gestos ao soerguerem-se na sela, ao passarem a perna por cima da garupa do cavalo para desmontar, e, ao atirarem as rédeas, num movimento igual. O seu trajo, exactamente o mesmo, mais contribuía ainda para que fossem tomados por verdadeiros sósias.

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Capa do livro Um Caso Tenebroso
Páginas: 249
Página atual: 128

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
I - OS JUDAS 1
II – PROJECTO DE UM CRIME 16
III - AS MALÍCIAS DE MALIN 25
IV - FORA A MÁSCARA! 35
V – LAURENCE DE CINQ-CYGNE 43
VI - FISIONOMIAS REALISTAS NO TEMPO DO CONSULADO 54
VII - A VISITA DOMICILIARIA 67
VIII-UM RECANTO DA FLORESTA 78
IX - DESDITAS DA POLÍCIA 90
X - LAURENCE E CORENTIN 104
XI - DESFORRA DA POLÍCIA 117
XII - UM DUPLO E MESMO AMOR 128
XIII – UM BOM CONSELHO 140
XIV -AS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO 151
XV - A JUSTIÇA SEGUNDO O CÓDIGO DE BRUMÁRIO DO ANO IV 159
XVI - AS DETENÇÕES 168
XVII - DÚVIDAS DOS DEFENSORES OFICIOSOS 178
XVIII – MARTA COMPROMETIDA 190
XIX-OS DEBATES 196
XX – HORRÍVEL PERIPÉCIA 212
XXI - O BIVAQUE DO IMPERADOR 222
XXII-DISSIPAM-SE AS TREVAS 236
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