Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 21: CAPÍTULO IX

Página 124
Morrer para ali, só, como um cão.

A condessa não dizia nada, com os olhos perdidos no mar.

E Ritmel vindo para mim, tomando-me o braço, com um gesto desesperado:

- Vês tu! Vês isto? Eu sofria tudo por ela; a desonra, a infâmia, o desprezo; abandonava o mundo, renegava a minha farda, queria a pobreza, o escárnio, tudo por ela. Diz-se a um homem - amo-te, vai-se fugir com ele, está-se num navio, e de repente, a meia hora da felicidade e do paraíso, quando já se não vê terra, vem um escrúpulo, uma mágoa, uma saudade do marido talvez, uma lembrança de um baile, ou de uma flor que ficava bem - e adeus para sempre! e quer-se voltar; e tu, miserável, sofre, chora, arrepela-te, e morre para aí como um cão. O meu amigo, eu não tenho voz, nem força: previna o piloto: a senhora condessa tem pressa de chegar a terra!…

- William! William! gritou a condessa, precipitando-se, tomando-lhe as mãos. Mas tu não percebes nada? Em Malta, como em Alexandria, eu sou tua, só tua… tua diante de Deus, tua diante dos homens…

Neste momento ouviu-se a voz distante de um sino!

Eram os sinos de Malta. A terra ficava em frente.

A suavidade da hora era extrema; o ar estava inefavelmente límpido. Viam-se já as aldeias brancas, o altivo perfil de la Valete. O sol descia. Os seus últimos raios oblíquos faziam cintilar os miradouros. Distinguiam-se no cais os vendedores de flores. Duas gondolas corriam para nós. Houve um grande ruido nas velas, assobios de manobras, o navio parou, e a âncora caiu na água! Tínhamos chegado. Os sinos de Malta continuavam repicando.

<< Página Anterior

pág. 124 (Capítulo 21)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O Mistério da Estrada de Sintra
Páginas: 245
Página atual: 124

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CARTA AO EDITOR, 1
PRIMEIRA PARTE - EXPOSIÇÃO DO DOUTOR
CAPÍTULO I
5
CAPÍTULO II 10
CAPÍTULO III 14
CAPÍTULO IV 18
CAPÍTULO V 25
CAPÍTULO VI 30
CAPÍTULO VII 37
SEGUNDA PARTE - INTERVENÇÃO DE Z.
CAPÍTULO I
44
TERCEIRA PARTE - DE F… AO MÉDICO
CAPÍTULO I
50
CAPÍTULO II 56
CAPÍTULO III 60
QUARTA PARTE - NARRATIVA DO MASCARADO ALTO
CAPÍTULO I
79
CAPÍTULO II 85
CAPÍTULO III 91
CAPÍTULO IV 94
CAPÍTULO V 102
CAPÍTULO VI 108
CAPÍTULO VII 113
CAPÍTULO VIII 118
CAPÍTULO IX 123
CAPÍTULO X 125
CAPÍTULO XI 130
CAPÍTULO XII 134
CAPÍTULO XIII 138
CAPÍTULO XIV 143
CAPÍTULO XV 149
QUINTA PARTE - AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
154
CAPÍTULO II 163
CAPÍTULO III 165
CAPÍTULO IV 170
CAPÍTULO V 182
CAPÍTULO VI 187
SEXTA PARTE - A CONFISSÃO DELA
CAPÍTULO I
190
CAPÍTULO II 195
CAPÍTULO III 197
CAPÍTULO IV 204
CAPÍTULO V 208
CAPÍTULO VI 213
CAPÍTULO VII 217
CAPÍTULO VIII 221
CAPÍTULO IX 226
CAPÍTULO X 231
SÉTIMA PARTE - CONCLUEM AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
236
CAPÍTULO II 240
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site