Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 32: CAPÍTULO V

Página 183
Esta informação era insuficiente para que eu o distinguisse naquela torre de Babel. De página para página ia-me surpreendendo uma nova língua. Havia francês, italiano, alemão, inglês, espanhol… O nome de Ernesto Renan aparecia sobposto a duas palavras caldaicas; Garcin de Tassi, orientalista na Sorbone, firmava um período em língua hindustânica; Abd-e-lKader tinha deixado simplesmente o seu nome árabe; a princesa Dora Distria assinava de Turim um pequeno texto albanês. Nomes portugueses, apenas dois.

A leitura dos textos não me adiantava mais do que a simples inspeção da variedade dos nomes e da diferença de línguas.

Ao chegar a casa, vi que o número que a condessa me indicara era o de um prédio de um só andar, pobre de aparência, quase vizinho à casa que eu habitava, perto de uma esquina, colocado ao lado de um prédio mais saliente, e tendo a porta num angulo reentrante que a escondia da parte principal da rua. Para o lado oposto até à esquina próxima havia uns armazéns desabitados. em frente corria um velho muro, ao alto do qual sobressaiam as ramas secas de um canavial. A situação topográfica da casa onde estava o morto permitia-me pois entrar e sair dela sem ser visto.

Ali dentro haveria talvez um papel, uma carta, uma nota, que me revelasse o nome que desejava conhecer.

Dei a volta à chave e entrei. No alto da escada, junto de uma porta cerrada, estava caída uma luva e dois bocados de papel. Um era meia folha pequena, lisa, em branco. O outro era um pedaço de envelope; tinha no alto um carimbo do correio de Lisboa com a data do dia anterior; a um canto havia inutilizada uma estampilha francesa; no subscrito lia-se: Mr. W. Ritmel.

Este nome achava-se no álbum da condessa por baixo de dois versos ingleses.

A luva, que levantei do chão, era de mão de homem, e de pelica branca com cordões pretos.

<< Página Anterior

pág. 183 (Capítulo 32)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O Mistério da Estrada de Sintra
Páginas: 245
Página atual: 183

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CARTA AO EDITOR, 1
PRIMEIRA PARTE - EXPOSIÇÃO DO DOUTOR
CAPÍTULO I
5
CAPÍTULO II 10
CAPÍTULO III 14
CAPÍTULO IV 18
CAPÍTULO V 25
CAPÍTULO VI 30
CAPÍTULO VII 37
SEGUNDA PARTE - INTERVENÇÃO DE Z.
CAPÍTULO I
44
TERCEIRA PARTE - DE F… AO MÉDICO
CAPÍTULO I
50
CAPÍTULO II 56
CAPÍTULO III 60
QUARTA PARTE - NARRATIVA DO MASCARADO ALTO
CAPÍTULO I
79
CAPÍTULO II 85
CAPÍTULO III 91
CAPÍTULO IV 94
CAPÍTULO V 102
CAPÍTULO VI 108
CAPÍTULO VII 113
CAPÍTULO VIII 118
CAPÍTULO IX 123
CAPÍTULO X 125
CAPÍTULO XI 130
CAPÍTULO XII 134
CAPÍTULO XIII 138
CAPÍTULO XIV 143
CAPÍTULO XV 149
QUINTA PARTE - AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
154
CAPÍTULO II 163
CAPÍTULO III 165
CAPÍTULO IV 170
CAPÍTULO V 182
CAPÍTULO VI 187
SEXTA PARTE - A CONFISSÃO DELA
CAPÍTULO I
190
CAPÍTULO II 195
CAPÍTULO III 197
CAPÍTULO IV 204
CAPÍTULO V 208
CAPÍTULO VI 213
CAPÍTULO VII 217
CAPÍTULO VIII 221
CAPÍTULO IX 226
CAPÍTULO X 231
SÉTIMA PARTE - CONCLUEM AS REVELAÇÕES DE A. M. C.
CAPÍTULO I
236
CAPÍTULO II 240
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site