Havia poucos momentos que caminhávamos quando o individuo sentado em frente de F…, o mesmo que na estrada nos instara mais vivamente para que o acompanhássemos, nos disse:
- Eu julgo inútil asseverar-lhes que devem tranquilizar-se inteiramente em quanto à segurança das suas pessoas…
- Está visto que sim, respondeu o meu amigo; nós estamos perfeitamente sossegados a todos os respeitos. Espero que nos façam a justiça de acreditar que nos não têm coatos pelo medo. Nenhum de nós é tão criança que se apavore com o aspeto das suas mascaras negras ou das suas armas de fogo. Os senhores acabam de ter a bondade de nos certificar de que não querem fazer-nos mal: nós devemos pela nossa parte anunciar-lhes que desde o momento em que a sua companhia começasse a tornar-se-nos desagradável, nada nos seria mais fácil do que arrancar-lhes as mascaras, arrombar os stores, convida-los perante a primeira carruagem que passasse por nós a que nos entregassem as suas pistolas, e relaxa-los em seguida aos cuidados policiais do regedor da primeira paroquia que atravessássemos. Parece-me portanto justo que comecemos por prestar o devido culto aos sentimentos da amabilidade, pura e simples, que nos tem aqui reunidos. Doutro modo ficaríamos todos grotescos: os senhores terríveis e nós assustados.