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Capítulo 31: XXXII

Página 486

O olhar de Augusto radiava já com o vivo fulgor da alegria.

- Obrigado, Madalena; deu-me a vida com essas palavras generosas. Deixe-me adorá-la, anjo, anjo libertador! Compreendo os deveres que tenho a cumprir. Hei-de ter força para conquistar as provas da minha inocência. Preciso agora delas; hei-de obtê-las, e depois...

Aqui reteve-se de súbito, e uma nuvem de tristeza toldou-lhe de novo o rosto.

Madalena, como se o compreendesse, concluiu:

- E depois sou eu quem tem o direito de exigir que não pare.

Bem vê que, depois do passo que dei, se algum escrúpulo ou orgulho pesasse no seu coração, Augusto, seria uma dolorosa ofensa que me fazia. Aceitou a mão, que eu com lealdade lhe ofereci; a lealdade obriga-o agora a seguir o caminho do Mosteiro.

Depois de alguns instantes de reflexão, Augusto respondeu outra vez com firmeza:

- Tem razão, Madalena. Terei coragem para cumprir o meu dever.

Escusado é dizer que o Herodes teve de partir só.

O bom homem ficou espantado ao encontrar em casa de Augusto tão inesperada companhia, mas não lhe foi difícil, depois do que viu e ouviu, conjecturar qual a natureza dos motivos que tinham feito mudar de resolução o seu companheiro de jornada.

Partiu, desejando todas as felicidades aos seus amigos. Estes não conseguiram dissuadi-lo de partir.

Não havia já estímulo para arrancar aquele coração ao desalento.

Madalena e Ângelo voltaram ao Mosteiro.

O resto da noite de Augusto passou sob a influência de tão violentas paixões, que desisto de descrevê-las.

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Capa do livro A Morgadinha dos Canaviais
Páginas: 508
Página atual: 486

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
I 1
II 15
III 32
IV 49
V 68
VI 81
VII 95
VIII 113
IX 127
X 144
XI 160
XII 176
XIII 192
XIV 206
XV 226
XVI 239
XVII 252
XVIII 271
XIX 292
XX 309
XXI 324
XXII 339
XXIII 361
XXIV 371
XXV 383
XXVI 397
XXVII 404
XXVIII 416
XXX 440
XXXI 463
XXXII 476
XXXIII 487
Conclusão 506
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