Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 32: Capítulo 32

Página 157

Acabou a tarde de terça-feira, chegou a noite, e a aldeia de S. Petersbur go continuava de luto. Não se tinham encontrado os pequenos. Fizeram-se preces por eles, houve muito quem rezasse em particular e com fervor, mas, ainda assim, da gruta continuavam a não vir notícias. Muitas das pessoas que tinham ido procurá-los já tinham desistido e voltado às suas ocupações de todos os dias, dando como certa a perda dos dois pequenos.

Mrs. Thatcher estava muito doente, e delirante a maior parte do tempo. Dizia-se que fazia dó ouvi-la chamar pela filha, levantar a cabeça do travesseiro e escutar, para logo a deixar cair desanimada e com um suspiro. A tia Polly estava mergulhada na mais profunda tristeza e com o cabelo quase todo branco. Todos da aldeia se deitaram na terça-feira muito desgostosos mas, no meio da noite, ouviu-se tocar o sino alegremente e, num momento, a multidão gritava:

- Levantem-se! Levantem-se! Os pequenos apareceram! Os pequenos apareceram!

O barulho de latas e cornetas aumentou o ruído, e a população, toda junta, desceu em direcção ao rio, ao encontro das crianças, que vinham num carro puxado por aldeões. Reuniu-se a eles a multidão, tornando mais denso o grupo e entrando pouco depois na rua principal da aldeia, iluminada. Já ninguém voltou para a cama; era aquela a noite mais festiva da aldeia. Durante meia hora, os aldeões, em cortejo, desfilaram pela casa do juiz Thatcher, abraçaram e beijaram os pequenos que tinham sido salvos, apertaram a mão de Mrs. Thatcher; tentaram falar, mas não puderam, e seguiram, com as lágrimas a cair-lhes pela cara.

A felicidade da tia Polly era completa, e, para que a de Mrs. Thatcher também o fosse, só faltava que as pessoas enviadas à gruta com a boa nova chegassem à fala com o juiz.

Tom, deitado num sofá, rodeado de um auditório interessadíssimo, contou a história da sua aventura maravilhosa, de certo modo embelezada, e terminou com a descrição da forma como deixara Becky para ir em viagem de exploração, seguindo por duas galerias a todo o comprimento da guita do papagaio antes de enveredar pela terceira, onde, numa curva, divisara uma réstia de luz que lhe pareceu do dia; da maneira como deixara a guita para caminhar cautelosamente até lá, como metera a cabeça e depois os ombros pela abertura, vendo correr ali perto o largo Mississípi. E pensar que se fosse de noite nunca teria visto a mancha de luz, nem, por conseguinte, seguido por aquele corredor!

<< Página Anterior

pág. 157 (Capítulo 32)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro As Aventuras de Tom Sawyer
Páginas: 174
Página atual: 157

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 7
Capítulo 3 12
Capítulo 4 17
Capítulo 5 25
Capítulo 6 30
Capítulo 7 38
Capítulo 8 43
Capítulo 9 47
Capítulo 10 52
Capítulo 11 57
Capítulo 12 61
Capítulo 13 65
Capítulo 14 71
Capítulo 15 76
Capítulo 16 80
Capítulo 17 88
Capítulo 18 91
Capítulo 19 98
Capítulo 20 100
Capítulo 21 104
Capítulo 22 110
Capítulo 23 113
Capítulo 24 118
Capítulo 25 119
Capítulo 26 124
Capítulo 27 131
Capítulo 28 133
Capítulo 29 136
Capítulo 30 142
Capítulo 31 149
Capítulo 32 157
Capítulo 33 160
Capítulo 34 168
Capítulo 35 170
Capítulo 36 174
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site