Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 16: Capítulo 16

Página 80

Depois do jantar, decidiram ir para o banco de areia à procura de ovos de tartaruga. Ali, iam espetando varas no chão e, quando encontravam a areia solta, ajoelhavam-se e cavavam com as mãos. Chegaram a tirar do mesmo buraco cinquenta ou sessenta ovos brancos, perfeitamente redondos e do tamanho de nozes vulgares. Tiveram um esplêndido festim de ovos fritos nessa noite, e outro na sexta-feira de manhã. Quando acabaram o pequeno-almoço, voltaram para o banco de areia, onde saltaram e gritaram, correndo atrás uns dos outros, despindo-se até ficarem nus, seguindo pela água contra a corrente forte, que pouco depois lhes batia nas pernas, aumentando imenso o divertimento. De vez em quando paravam num grupo, curvando-se e atirando com as mãos água para a cara uns dos outros; voltavam-se para fugir à espuma e, por fim, agarravam-se e lutavam, até que o mais forte fazia mergulhar o parceiro. Então, mergulhavam todos, numa confusão de braços e pernas; por fim saíram da água, soprando, cuspindo, rindo e respirando a custo.

Se sentiam cansados, estendiam-se na areia quente e seca, cobrindo -se com ela até voltarem de novo para a água, a recomeçar uma vez mais a brincadeira. A certa altura, lembraram-se de que a sua própria pele podia passar por fatos de malha cor de carne, e desenharam um círculo na areia para fazerem um circo com três palhaços, pois ninguém queria ceder o seu lugar.

Em seguida foram buscar berlindes e puseram-se a jogar até que se fartaram. Joe e Huck voltaram então para a água, mas Tom não quis ir; notara que, ao despir as calças, deixara cair da perna a sua enfiada de anéis de cascavel, e não sabia mesmo como passara sem cãibras durante tanto tempo, não levando consigo aquele misterioso talismã.

Não quis ir sem o encontrar, e nessa ocasião já os outros estavam cansados e dispostos a estender-se. Afastaram-se uns dos outros, sentindo-se tristes, e cada um por seu lado pôs-se a olhar para o lugar onde a aldeia dormitava ao sol, para lá do rio. Sem saber como, Tom deu consigo a escrever na areia o nome de Becky; apagou-o, aborrecido consigo próprio pela sua fraqueza, mas, sem poder dominar-se, tornou a escrevê-lo. Apagou-o novamente e, para fugir à tentação, foi ter com os outros rapazes.

Mas o espírito de Joe estava tão deprimido e nostálgico que não era fácil animá-lo. As lágrimas estavam prontas a saltar, e com dificuldade as continha. Huck, o próprio Huck, estava também tristíssimo.

<< Página Anterior

pág. 80 (Capítulo 16)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro As Aventuras de Tom Sawyer
Páginas: 174
Página atual: 80

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 7
Capítulo 3 12
Capítulo 4 17
Capítulo 5 25
Capítulo 6 30
Capítulo 7 38
Capítulo 8 43
Capítulo 9 47
Capítulo 10 52
Capítulo 11 57
Capítulo 12 61
Capítulo 13 65
Capítulo 14 71
Capítulo 15 76
Capítulo 16 80
Capítulo 17 88
Capítulo 18 91
Capítulo 19 98
Capítulo 20 100
Capítulo 21 104
Capítulo 22 110
Capítulo 23 113
Capítulo 24 118
Capítulo 25 119
Capítulo 26 124
Capítulo 27 131
Capítulo 28 133
Capítulo 29 136
Capítulo 30 142
Capítulo 31 149
Capítulo 32 157
Capítulo 33 160
Capítulo 34 168
Capítulo 35 170
Capítulo 36 174
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site