Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 5: Capítulo 5

Página 25

Cerca das dez e meia, o sino da pequena igreja começou a tocar e pouco depois reuniram-se as pessoas que iam ouvir o sermão da manhã. As crianças vindas da aula de doutrina espalharam-se pela casa, ocupando lugares junto das famílias, para ficarem sob a sua vigilância. Veio também a tia Polly e os três pequenos sentaram-se junto dela; Tom do lado da nave, para ficar quanto possível longe da janela aberta e do que se passasse lá fora. Pouco a pouco a multidão encheu as naves. Veio o chefe do correio, velho e pobre, que tinha conhecido melhores dias; o corregedor e a mulher, porque, entre outras coisas desnecessárias, havia ali um corregedor; o juiz de paz; a viúva Douglas, loira, bonita, duns quarenta anos, generosa e boa pessoa, cuja casa na colina era o único palácio da cidade e a mais hospitaleira e larga quanto a festas de que S. Petersburgo se podia gabar; o major Ward, venerável e muito curvado, e Mrs. Ward; o advogado Riverson, pessoa em evidência naquelas redondezas; a seguir, a bela da aldeia, acompanhada por um grupo de raparigas vestidas de cambraia e cheias de fitas, prontas a fazer estragos nos corações; depois os rapazes empregados na cidade, que tinham estado no vestíbulo a chupar o castão das bengalas e formando um círculo de admiradores de cabelo empastado e risonhos, até que passou a última rapariga; e finalmente entrou o rapaz modelo, Willie Mufferson, tomando tanto cuidado com a mãe como se ela fosse de vidro. Levava sempre a mãe à igreja e era o orgulho de todas as velhotas. Não havia um rapaz que o não detestasse por ser tão bom e porque estavam constantemente a mostrá-lo como exemplo. Levava, como sempre ao domingo, o lenço branco a sair da algibeira na aba do casaco, a fingir que era por acaso. Tom não tinha lenço e considerava vaidosos aqueles que o tinham.

Quando a congregação se reuniu, o sino tocou outra vez a chamar os retardatários e tudo caiu num silêncio profundo, só interrompido pelos risos sufocantes e pelo sussurro de segredos no coro. Ouvia-se sempre este mesmo ciciar no coro durante o sermão. Houve uma vez uma igreja onde os cantores não eram mal educados mas não me lembro em que lugar. Foi isto há muitos anos e pouco me recordo do caso, mas parece-me que era no estrangeiro.

O pobre anunciou o hino e leu-o com muito gosto, de um modo especial, muito admirado em toda aquela região.

<< Página Anterior

pág. 25 (Capítulo 5)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro As Aventuras de Tom Sawyer
Páginas: 174
Página atual: 25

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 7
Capítulo 3 12
Capítulo 4 17
Capítulo 5 25
Capítulo 6 30
Capítulo 7 38
Capítulo 8 43
Capítulo 9 47
Capítulo 10 52
Capítulo 11 57
Capítulo 12 61
Capítulo 13 65
Capítulo 14 71
Capítulo 15 76
Capítulo 16 80
Capítulo 17 88
Capítulo 18 91
Capítulo 19 98
Capítulo 20 100
Capítulo 21 104
Capítulo 22 110
Capítulo 23 113
Capítulo 24 118
Capítulo 25 119
Capítulo 26 124
Capítulo 27 131
Capítulo 28 133
Capítulo 29 136
Capítulo 30 142
Capítulo 31 149
Capítulo 32 157
Capítulo 33 160
Capítulo 34 168
Capítulo 35 170
Capítulo 36 174
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site