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Capítulo 16: XVI

Página 197
XVI

XVI

Ao outro dia pela manhã, estava Maurício aparelhando por as próprias mãos o cavalo favorito, quando Jorge foi ter com ele.

- Tencionas ir hoje ao Cruzeiro? - perguntou Jorge

- Talvez passe por lá. Porquê?

- Porque nesse caso podias poupar-me o trabalho de lhes mandar convite especial para o jantar de amanhã.

- O jantar de amanhã?

- Sim; o pai insiste em celebrar com um jantar a chegada de Gabriela, e bem vês que não é possível deixar de convidar os do Cruzeiro, ainda que, por minha vontade, os deixaria quietos no seu antro.

- Eu os convidarei. Desses me incumbo. E a outra parentela?

- Mandar-se-ão cartas.

- Um jantar na Casa Mourisca! Ó sombra dos nossos antepassados, folgai!

- Estremecei, diz antes, que mais razão têm para isso.

- Estes velhacos não deitaram ontem de comer a este pobre animal - observou Maurício, afagando o cavalo.

- Seria uma prova de afeição que lhe daríamos se lhe proporcionássemos ocasião para mudar de dono - murmurou Jorge sorrindo.

Pouco depois, Maurício montava e partia a trote para o Cruzeiro.

A casa do Cruzeiro, solar dos asselvajados primos de Maurício, ficava no extremo da povoação, exibindo nos campos que a cercavam uma agricultura preguiçosa e mesquinha, e dominando um vasto trato de mal cuidadas bouças, onde os senhores da propriedade perseguiam implacáveis as lebres e perdizes que ali se acoutavam.

Causava lástima o estado de decadência a que a má administração e a vida dissipada dos senhores do Cruzeiro tinham levado aquela casa, de cuja passada grandeza já nem se descobriam vestígios.

Na actualidade não era mais do que um velho casarão enegrecido, mal vedado aos ventos e às chuvas, onde cada dia realizava um novo estrago, que nunca mais era reparado.

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pág. 197 (Capítulo 16)

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Capa do livro Os Fidalgos da Casa Mourisca
Páginas: 519
Página atual: 197

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
I 1
II 18
III 25
IV 42
V 54
VI 62
VII 72
VIII 86
IX 102
X 114
XI 127
XII 137
XIII 145
XIV 155
XV 168
XVI 197
XVII 214
XVIII 233
XIX 247
XX 255
XXI 286
XXII 307
XXIII 317
XXIV 332
XXV 348
XXVI 358
XXVII 374
XXVIII 391
XXIX 401
XXX 414
XXXI 426
XXXII 440
XXXIII 450
XXXIV 462
XXXV 477
XXXVI 484
XXXVII 499
Conclusão 515
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