Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 22: Capítulo XXI

Página 227
Havia poucos lugares no arquipélago indiano que ele não tivesse visitado quando ainda banhados na sua penumbra original antes de para lá terem levado a luz (mesmo a luz eléctrica), com a finalidade de elevar a moral e... e... bem... e os lucros. Foi no dia seguinte ao pequeno almoço que me falou desse lugar, depois de eu ter repetido a frase do pobre Brierly: 'Deixe-o cavar um buraco de vinte pés e enterrar-se lá.' Levantou para mim uns olhos interessados, como se eu fosse um insecto raro. 'É possível fazê-lo', disse a saborear o café. 'Sim, enterrá-lo', retorqui eu. 'É uma coisa desagradável de fazer, mas não há outra solução, dada a sua maneira de ser.' 'É jovem' murmurou Stein. 'O ser mais jovem que existe', afirmei. 'Schön. Temos o Patusan', continuou no mesmo tom de voz.... 'E a mulher já morreu' acrescentou misteriosamente.

«Naturalmente, não percebi o que queria dizer; posso apenas inferir que o Patusan já uma vez servira de túmulo a um pecado ou a uma desgraça. É impossível suspeitar de Stein. A única mulher que existiu para ele foi a rapariga malaia que ele chamava 'minha mulher, a princesa' ou, em momentos de expansão, 'a mãe da minha Ema', Quem era a mulher que mencionou ao falar de Patusan, não sei; pelas suas palavras, percebi que se tratava de uma mestiça holandesa educada e bela que tivera uma vida trágica, ou simplesmente lamentável. A parte mais triste da sua história fora, sem dúvida, o seu casamento com um português de Malaca, empregado de uma casa comercial nas colónias holandesas. Soube por Stein que este era um indivíduo pouco recomendável por várias razões, todas mais ou menos indefinidas e perigosas. Fora apenas por consideração pela mulher que Stein o nomeara director da feitoria da firma Stein & C.

<< Página Anterior

pág. 227 (Capítulo 22)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro Lord Jim
Páginas: 434
Página atual: 227

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Nota do Autor 1
Capítulo I 4
Capitulo II 12
Capítulo III 19
Capítulo IV 30
Capítulo V 37
Capítulo VI 60
Capítulo VII 82
Capítulo VIII 95
Capítulo IX 107
Capítulo X 119
Capítulo XI 135
Capítulo XII 141
Capítulo XIII 151
Capítulo XIV 164
Capítulo XV 179
Capítulo XVI 184
Capítulo XVII 191
Capítulo XVIII 195
Capitulo XIX 205
Capítulo XX 212
Capítulo XXI 226
Capítulo XXII 235
Capítulo XXIII 242
Capítulo XXIV 251
Capítulo XXV 258
Capítulo XXVI 268
Capítulo XXVII 275
Capítulo XXVIII 283
Capítulo XXIX 292
Capítulo XXX 299
Capítulo XXXI 306
Capítulo XXXII 315
Capítulo XXXIII 322
Capítulo XXXIV 333
Capítulo XXXV 343
Capítulo XXXVI 350
Capítulo XXXVII 357
Capítulo XXXVIII 366
Capítulo XXXIX 376
Capítulo XL 385
Capítulo XLI 395
Capítulo XLII 402
Capítulo XLIII 410
Capítulo XLIV 418
Capítulo XLV 424
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site