Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 26: Capítulo XXV

Página 258
Capítulo XXV

«'Foi aqui que estive preso durante três dias', murmurou ele (no dia que fomos visitar o rajá), enquanto atravessávamos lentamente o pátio da casa de Tunku Allang por entre o tumulto dos indígenas, petrificados por uma espécie de terror respeitoso. 'Um sítio imundo, não é verdade? E também não conseguia nada para comer, a não ser que fizesse um barulho dos diabos; e então apenas me traziam um pratinho de arroz e um peixe frito não muito maior do que um peixe-espinho - diabos os levem! Caramba! Estava esfomeado e andava a vaguear dentro deste recinto fedorento com alguns desses vagabundos que metiam os focinhos mesmo debaixo do meu nariz. Entregara o seu famoso revólver assim que mo pediram, satisfeito por me ver livre daquela maldita arma! Parecia um idiota com uma arma de fogo vazia na mão.' Nesta altura, chegámos à presença de Tunku Allang, e Jim tornou-se sério e cerimonioso diante do seu antigo captor. Oh!, era magnífico! Ainda me dá vontade de rir quando penso nisso! Mas eu também estava impressionado. O velho patife do Tunku Allang não podia deixar de mostrar o seu terror (não era nenhum herói, apesar das histórias da sua ardente juventude que gostava de contar); ao mesmo tempo, havia nas suas maneiras uma espécie de confiança atenta para com o seu antigo prisioneiro. Reparem! Mesmo os que mais o odiavam tinham confiança nele Jim - tanto quanto pude depreender da conversa - aproveitava a nossa visita para dar uma repreensão. Alguns pobres aldeões tinham sido assaltados e roubados quando iam a caminho da casa de Doramin com peças de borracha e cera de abelhas para trocar por arroz. 'Foi Doramin o ladrão' explodiu o rajá. Uma cólera fremente parecia apoderar-se daquele corpo velho e débil. Encarnação da raiva impotente, agitava-se freneticamente na sua esteira, gesticulava com os pés e com as mãos e sacudia as madeixas emaranhadas da cabeleira.

<< Página Anterior

pág. 258 (Capítulo 26)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro Lord Jim
Páginas: 434
Página atual: 258

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Nota do Autor 1
Capítulo I 4
Capitulo II 12
Capítulo III 19
Capítulo IV 30
Capítulo V 37
Capítulo VI 60
Capítulo VII 82
Capítulo VIII 95
Capítulo IX 107
Capítulo X 119
Capítulo XI 135
Capítulo XII 141
Capítulo XIII 151
Capítulo XIV 164
Capítulo XV 179
Capítulo XVI 184
Capítulo XVII 191
Capítulo XVIII 195
Capitulo XIX 205
Capítulo XX 212
Capítulo XXI 226
Capítulo XXII 235
Capítulo XXIII 242
Capítulo XXIV 251
Capítulo XXV 258
Capítulo XXVI 268
Capítulo XXVII 275
Capítulo XXVIII 283
Capítulo XXIX 292
Capítulo XXX 299
Capítulo XXXI 306
Capítulo XXXII 315
Capítulo XXXIII 322
Capítulo XXXIV 333
Capítulo XXXV 343
Capítulo XXXVI 350
Capítulo XXXVII 357
Capítulo XXXVIII 366
Capítulo XXXIX 376
Capítulo XL 385
Capítulo XLI 395
Capítulo XLII 402
Capítulo XLIII 410
Capítulo XLIV 418
Capítulo XLV 424
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site